14 junho 2005

Exército Zapatista de Libertação Nacional: "O sonho não acaba porque o homem não se permite vencer jamais pela injustiça"

Subcomandante Marcos, do EZLN: "Sou subcomandante porque comandante é o povo".


Liderando as nações indígenas em Chiapas, nas montanhas mexicanas, desde a Gloriosa Revolução de 1994, Subcomandante Marcos faz da esperança sua força de viver. Ciente de que é na sociedade civil que se faz a política e se desdobram os caminhos do político, Marcos crê na democratização dos meios de comunicação social como fonte imprescindível do alcance à liberdade e à justiça. Que o Exército Zapatista de Libertação Nacional continue sua senda, ampliando adesões e combatendo sem tréguas o capitalismo anacrônico que há séculos desonera e vitima a América Latina, destruindo e humilhando um povo que lutou, luta e lutará sempre por felicidade e amor.

"Não temos medo das tendências fascistas que possam existir no seio da sociedade. Costumamos dizer: estamos convencidos de que se for possível utilizar convenientemente os grandes meios de comunicação de massa e entrar diretamente em contato com as pessoas, as propostas mais humanas, as mais racionais, as mais justas, as mais livres e as mais democráticas acabarão por levar a melhor. E apostamos nisso. Não se trata de proibir as idéias que não são nossas, mas sim de permitir que todas as idéias se exprimam no perímetro do espaço político, até mesmo as mais hostis às nossas convicções, e de deixar as pessoas decidirem. Não é a força que deve decidir, mas a razão".

Subcomandante Marcos