18 fevereiro 2006

Carta dos alunos de Comunicação Social da Facnopar à direção da instituição

Apucarana, 07 de dezembro de 2005.

À Diretoria da Facnopar:

Neste semestre, aprendemos muito; aprendemos quanto é importante a diversidade; aprendemos que nossos erros são o melhor e maior de todos os portais para o conhecimento, o verdadeiro e real saber, a consciência de nós mesmos.

Neste semestre aprendemos sobre dialética, a teoria de enfrentar um problema, confrontá-lo e elevá-lo a um plano superior, preservando aquilo que era bom e aprimorando seus resultados benéficos, rejeitando tudo aquilo que era inapropriado.

Neste semestre, aprendemos que um mestre é diferente de um ser humano, que um habita o outro, assim como vive o caçador no falcão, mas que ainda assim são duas condições distintas: se o primeiro nos concede a jóia do conhecer, o segundo nos concede a fortuna do convívio, fazendo-o do modo mais esplêndido, sendo muito, muito homem, mostrando-nos que a morada do perfeito mestre é o edifício imperfeito da humanidade, com o qual podemos nos decepcionar, mas acima de tudo nos admirar com sua sinceridade, sua paixão pelo labor, sua entrega aos que preza.

Neste semestre, aprendemos a amar o mestre e o homem, porque foi da mescla de um ser genuíno com um mestre absolutamente perfeito que se fez o nosso Professor Marco.

Neste semestre, mais do que aprender, pudemos perceber quanto esta faculdade é importante em nossas vidas e quanto a figura desse professor nos fez abrir os olhos e enxergar diante de nós um futuro de desafios e oportunidades, criando em nosso âmago o desejo ferrenho de enfrentar a cada um deles com todos os sentidos de que dispõem nosso corpo e nossa alma.

Neste semestre – apenas um semestre! – conseguimos entender que a opção desse grande professor pelo método dialético, e não pelo autoritarismo positivista, pode, sim, conceder respeito autêntico, para além das falhas humanas.

Neste semestre, ficou claro que a citada diversidade do curso de Comunicação Social, Babel, pode ocultar grandes mestres e grandes seres.

E, neste semestre, com a desilusão da perda de um mestre que amamos e de um líder que admiramos, aconteceu o mais impensável: dessa mesma Babilônia da diferença surgiu o primeiro sinal de união em prol de um mesmo e consonante objetivo para os estudantes de Comunicação.

Neste semestre, a imensa maioria decidiu que quer seu mestre, líder e amigo, que se afeiçoou a ele e sabe estar nele o tipo de orientação de que mais necessita.

O que mais dizer deste semestre no qual o desabrochar da consciência de que todos devemos buscar o crescimento nos fez entender o valor de tantos indivíduos de grandeza incompatível com tão reduzido espaço físico? [...] Mas o fato é que, no primeiro escalão desse escrete vencedor, sem dúvida alguma, deve figurar Marco Rossi, quer por sua completa capacidade como professor, quer por sua ponderada coordenação - exercida no crivo de seus valores -, quer ainda por sua humanidade manifesta.

E, no semestre que vem, queremos a continuidade do trabalho, queremos que o método dialético impere, pois estamos convencidos de seu poder. Desejamos que as deficiências e falhas de nós todos sejam instrumentos para apararmos as arestas e realizar o grande curso de Comunicação com o qual todos sonham. Não podemos permitir que passe despercebida toda consideração que esse homem teve para conosco, toda entrega que ele foi capaz de ter por nós, dentro ou fora da sala de aula, defendendo nossa diversidade rica e, como sociólogo que é, até mesmo se contaminando com ela, mas sempre querendo a superação e a melhoria, presente todos os dias, seguro ou não dos desafios que se apresentaram... Derramou lágrimas pela algoz despedida e muitos de nós também; nenhum de nós, porém, quer que termine assim: não podemos considerar isso resolvido ou terminado!

Neste final de semestre e de ano, é nosso desejo, talvez único desejo, o de que as grandes mentes desta instituição não permitam que Marco se vá, sem que antes conclua sua missão para conosco e para com esta Academia; pedimos que nos deixem apoiá-lo, seja por conhecê-lo, admirá-lo ou lhes sermos gratos por abrir nossas mentes. Podemos fazer dos cursos de relações Públicas, Jornalismo e Publicidade & Propaganda grandes vitrines para a Facnopar e dos quais todos possam se orgulhar.

Estamos certos de que nosso desejo será considerado e estamos dispostos a dar nossa parcela de contribuição, aplicando-nos naquilo que devemos e apoiando os projetos para o futuro de todos.

Somos gratos a esta faculdade por nos fazer conhecer o Professor Marco, mas agora queremos que ele fique.

Os alunos de Comunicação Social da Facnopar