18 fevereiro 2006

O relatório do que fui e do que vivi: REBIRTH



A figura de Che sustentando uma rosa, imagino, foi o símbolo de minha coordenação. Sem jamais perder a ternura e a fonte de amor inesgotável que deve presidir a mente e o coração de um educador, fui incisivo quando necessitei ser e terno, complacente até, na maior parte de meu tempo nessa empreitada. É claro que paguei um custo altíssimo por querer ser educador em terra de ninguém, onde todos podem tudo quanto quiserem sem freios nem responsabilidade. Mas direi sempre a mim mesmo e a todos que possam desejar agregar valor a tudo isso: “Valeu a pena. Faria tudo novamente! Com mais dureza e com mais ternura ainda!”

Apucarana, 30 de novembro de 2005.

RELATÓRIO FINAL DE MINHAS ATIVIDADES NA COORDENAÇÃO DOS CURSOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA FACNOPAR – FACULDADE DO NORTE NOVO DE APUCARANA

O intelectual está só porque não tem mandato de ninguém. Ora – e esta é uma das suas contradições –, ele não pode se liberar sem que ao mesmo tempo os outros se liberem. Ele conhecerá claramente a ambigüidade de sua posição e, se aplicar a essas verdades fundamentais os métodos rigorosos da dialética, conhecerá nas e pelas classes populares a verdade da sociedade burguesa; abandonando as ilusões reformistas que lhe restam, radicalizar-se-á em revolucionário, compreendendo que a única coisa que as massas podem fazer é quebrar os ídolos que as esmagam. Sua nova tarefa será então combater a ressurreição perpétua no povo das ideologias que o paralisam.

O ofício do intelectual é viver sua contradição por todos e vencê-la por todos através do radicalismo (ou seja, pela aplicação das técnicas de verdade às ilusões e às mentiras). Por sua própria contradição ele se torna o guardião da democracia: contesta o caráter abstrato dos direitos da “democracia” burguesa não porque queria suprimi-los, mas porque quer completá-los com os direitos concretos da democracia socialista, conservando, em toda democracia, a verdade funcional da liberdade.

Jean-Paul Sartre. Em defesa dos intelectuais, 1972.

Prólogo


Minha passagem pela coordenação dos cursos de Comunicação Social da FACNOPAR foi breve, muito breve, porém intensa, cheia de histórias para narrar. Trata-se de histórias, no entanto, que só terão verdadeira validade olhadas a distância, em retrospectiva. Tenho convicção de que, no futuro, essa experiência se somará a outras tantas. O que aprendi como coordenador, entretanto, tem uma peculiaridade que dificilmente se repetirá, não obstante já nos tenha ensinado Marx que a história se refaz pelo menos duas vezes. E as condições dessa repetição são já bastante conhecidas...

A grandeza e o ineditismo do aprendizado obtido como coordenador na FACNOPAR refere-se ao fato de que tudo que vivi tenha, mais do que nunca, reafirmado certezas e princípios antigos. Se o esperado de toda nova experiência é a chegada do efetivamente novo, do imponderado, da soma e da qualificação, como coordenador o que de fato a mim se revelou foi a sedimentação de antigos valores, de crenças, que, temporária e ingenuamente, eu dei por esquecidas, sublimadas. Há total razão – de agora em diante não mais questionarei! – na velha assertiva de que toda luta política é uma luta de classes. E foi bem no meio de uma grande batalha de perspectivas e visões de mundo que eu me vi e me fiz como coordenador. O breve relicário que se segue pretende contar, da maneira mais sucinta quanto possível, um pouco da essência dessas batalhas. Vamos lá ver.

Meu curriculum mortis

Começo pelos meus erros, pelas minhas destemperanças e inexperiências. Nunca havia sido coordenador, embora já me tenha constituído como assistente de coordenação, professor responsável por TCC’s (bons TCC’s, aliás), pesquisador acadêmico e responsável por vários projetos de extensão. Tudo sempre na área de Comunicação Social, em outras oportunidades e instituições. Lidar com a necessidade premente de recursos, diversidade de atuação docente, querelas administrativas e vaidades pessoais foi, sem dúvida alguma, a parte sobre a qual mais me debrucei, praticamente sem êxito algum. Se falhei nas tentativas – várias! – de provar a idiossincrasia dos cursos de Comunicação Social, com suas implacáveis e inexoráveis exigências de investimento e atenção particulares, não foi menor meu erro em buscar compor uma equipe docente realmente ligada aos cursos que coordenei de 13 de julho a 30 de novembro de 2005. Sabia, desde o início, que enfrentaria muitas dificuldades, que, por si mesmas, exigiriam de mim dedicação integral e envolvente. A questão era mergulhar de corpo e alma no trabalho ou assistir, como numa crônica de morte anunciada, ao melhor estilo do consagrado conto de Gabriel García Márquez, à morte lenta e agonizante de um projeto que, é evidente a quem queira ver, nasceu com muitos problemas e desatinos, deficiências e insuficiências. Sem falar, é claro, na confusão curricular, no desleixo e na permissividade disciplinar, na precariedade de instalações laboratoriais e na desagregação da atuação docente.


Tentei, sim, mas jamais consegui reunir o corpo docente, excessivamente lato (principalmente se comparado ao diminuto número de alunos). Foram dezenas de mensagens eletrônicas e conversas de corredor exigindo cumprimento de prazos, criação de um sentimento de pertença em relação aos cursos e à instituição. Em várias ocasiões, como no planejamento do II COMUNICAR, que ocorreu entre os dias 3 e 5 de outubro, solicitei ajuda na sugestão de nomes, na organização do evento; pedi que os professores não faltassem, orientassem seus alunos a participar do encontro, fizessem, enfim, um mutirão de participação e entusiasmo em torno de um curso que necessita muito de um choque de vida acadêmica, ou seja, estudo, pesquisa, produção e descobertas. O II COMUNICAR, aliás, trouxe a Apucarana o Prof. Dr. Adilson Vaz Cabral Filho, da UFF, um dos expoentes da Comunicação Social no Brasil, na América Latina e no mundo. É triste ora mencionar que, à exceção do Dr. Leonardo Prota (para variar!), ninguém na instituição se deu à elegância de simplesmente cumprimentar o Dr. Cabral, deixando-o, como no dia de sua apresentação ele mesmo declarou, angustiado, que havia tido a impressão de ter incomodado, chegado em dia errado, ao lugar errado... É lamentável, sobretudo se verificado que, ao lado do Dr. Miguel Reale, em 2003, Adilson Vaz Cabral Filho foi o mais ilustre nome a freqüentar as dependências da FACNOPAR. Penso que o fluxo contínuo e insistente em promover “palestras” motivacionais (em direção a quê?!) causou um vácuo sem proporções no comprometimento acadêmico da FACNOPAR...

Mas há mais erros por mim cometidos, outras deficiências que não pude, embora tentasse, suspender. A mais marcante foi, pois, a minha crença entusiasta de estar a trabalhar num ambiente novo, sem vícios, sem preocupações com questões menores, não-acadêmicas. Desde o início de meus trabalhos como professor na FACNOPAR, em 15 de maio de 2003, sempre tive a instituição na conta de uma faculdade diferente, em que, acima de tudo, as pessoas estivessem verdadeiramente preocupadas em fazer ali algo bom: a FACNOPAR sempre me pareceu o lugar ideal para tocar adiante projetos, pesquisas. E tudo isso porque ali eu via lealdade e fraternidade, sentimentos uníssonos de que, para além de qualquer interesse particular ou de pequenos grupos, estavam a ciência, a arte e a cultura. Tudo isso, entretanto, não reduz minha tentativa vã de ter tentado ser um bom coordenador. Não fui. Sei disso. Não nego. Mas os instrumentos e as condições a mim ofertados foram e continuam a ser insuficientes, extremamente insuficientes. E é acerca disso que discorro a seguir.

A subsunção formal da subjetividade à objetividade

No exercício diário de 8, 10 horas de trabalho, foram raras as ocasiões em que não pude constatar, fosse por queixa de alunos, fosse por observação pessoal in loco, professores displicentes, que sequer respeitavam os horários de entrada e saída das aulas. Para além disso, se já não fosse o caso por demais grave e contraproducente, os laboratórios de informática e os estúdios fotográficos (de revelação e produção) sempre se mostraram insuficientes, carentes de material de uso contínuo, aplicativos necessários às áreas de Comunicação Social, máquinas em número desejável. O laboratório de produção radiofônica, anacrônico e primário, não possui sequer uma mesa de edição compatível com as exigências mínimas sugeridas pelo MEC e por profissionais de Rádio, que a muitos consultei, pedi assessoria, em diversas oportunidades. A todo o instante, solicitei à administração da FACNOPAR investimentos nas referidas dependências. Na maior parte das vezes, ouvi que “no momento os investimentos estão suspensos”. O problema é que o coordenador fica numa situação extremamente delicada, cobrado por alunos e professores, de mãos severamente atadas. Para ter uma idéia do drama da questão laboratorial dos cursos de Comunicação Social da FACNOPAR, basta narrar que as primeiras turmas a cursar as disciplinas de Rádio irão concluir suas ementas sem nunca terem feito uma entrevista que fosse, por falta de gravadores portáteis e fitas cassetes, os quais requeri, requeri, requeri... Que profissional se estará formando? Penso que seja uma questão pertinente, para a FACNOPAR reavaliar e efetivamente discutir, encontrar respostas.


Vale ainda destacar que não fui eu o “inventor” do capitalismo. Em rigor, dentre os membros das equipes de coordenação, administração e direção da FACNOPAR, talvez eu seja o único a historicamente condenar e combater o capitalismo como regime humanista totalmente falido, incompatível com a formação de uma sociedade mais justa e fraterna. Investimentos para grandes cursos, entretanto, têm, no capitalismo, necessidade de grandes recursos, altos custos. Repito: não fui eu quem “criou” essa maligna fórmula. Tenho convicção de que, se não forem feitos investimentos maciços nos cursos de Comunicação Social, a FACNOPAR terá muitas dificuldades em reconhecê-los na avaliação do MEC, a tardar para daqui a um ano e meio ou dois. Friso que, ao contrário do curso de Direito, em torno do qual se produziu um verdadeiro “mutirão” de perdidosa hora para a visita dos examinadores do Ministério da Educação, a Comunicação Social não se presta a tais feitos: condições laboratoriais serão comparadas às produções realizadas no decurso de quatro anos. Como provar, por exemplo, que as minguadas produções de Rádio feitas agora em 2005 e, logo mais, em 2006 têm referência aos laboratórios que serão apresentados no futuro? Avaliadores de Comunicação Social (conheço-os de outras oportunidades) são rigorosos, técnicos, inflexíveis. Corrobora isso o fato de haver tão poucos cursos de graduação em Comunicação Social Brasil afora, sobretudo em cidades do interior, onde a demanda é historicamente pequena e os investimentos mais-do-que-necessários, escassos, insuficientes.


Se o assunto é bibliografia básica disposta na biblioteca da FACNOPAR, o assunto não tem outra coloração: faltam livros que expressem a integração curricular do curso; são raros os “clássicos” nas estantes; inexistem periódicos (biblioteca sem periódicos?!); e, tanto mais grave, não há videoteca, que, em se tratando de Comunicação Social, revela a necessidade de integrar Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Relações Públicas, Rádio e TV e Cinema. Sim, Cinema! Não é por não possuir a habilitação em Cinema que uma faculdade de Comunicação Social deve negligenciar sua irretocável e indiscutível importância na formação dos futuros comunicólogos.

Quanto ao corpo docente de Comunicação Social na FACNOPAR, os problemas são de muitas espécies, algumas bem raras. Sem novamente frisar as conseqüências de um corpo docente tão numeroso (que se explica na falta de planejamento e na ausência de uma matriz curricular pertinente e universalista), existem os variados incidentes de falta de rigor profissional – eu expressei rigor! Horários não respeitados, atrasos sistemáticos na entrega de programas e projetos já realizados, falta de comunicação (oh, paradoxo!), falta sem justificativa nem aviso prévio, duvidosa competência para o magistério e o lecionar de determinadas disciplinas. Para ter uma idéia do problema meramente constitutivo do corpo docente de Comunicação Social, basta dizer que em termos de produção e titulação acadêmicas o plantel existente hoje não cumpre frívolos 12% das exigências estabelecidas pelo MEC. A situação é grave ou meu discurso é hiperbólico? Caberá a FACNOPAR analisar e julgar.

A fim de estabelecer um conceito de maior fidedignidade em relação ao corpo docente, a sugestão que aqui se faz é que se estabeleça uma observação mais arguta em face da atuação dos professores de Comunicação Social. Busque-se verificar o horário de chegada e saída dos docentes; façam-se avaliações, junto aos alunos, quanto ao desempenho profissional e ético dos professores, argüindo-os sobre o conteúdo ministrado, o uso pertinente da liturgia necessária ao cargo etc. Não cabe a mim, ex-coordenador (título honroso, apesar de todos os problemas e desafios insolúveis enfrentados), “delatar” maus profissionais. Esse é um problema institucional. Friso: institucional.

[...]

Alguns (...) professores poderiam ter sido incumbidos, pela instituição (“recebendo” e sendo motivados para isso, é claro!), aliás, para assessorar a coordenação. Um único coordenador para três cursos com tantos problemas a ser resolvidos é uma realidade, no mínimo, injusta, uma vez que as três habilitações implicam-se por atividades diferenciadas e complexas. Em toda a parte em que há cursos de Comunicação Social, é fácil saber, é assim que as coisas se sucedem.


Há, com toda a certeza, excelentes profissionais entre os professores de Comunicação Social. [O rol de críticas contidas neste documento] reflete tão-somente o que pude ter e verificar de melhor e de pior nos cursos em questão. Gostaria de ter tido a autonomia necessária para reproduzir os bons exemplos que certamente existem no corpo docente desses cursos. Certamente os cursos de Comunicação Social da FACNOPAR seriam outros com professores de efetiva qualidade em toda a sua dimensão: seres humanos grandiosos, profissionais competentíssimos, presentes, parceiros. A realidade, porém, é outra, bem diferente, muitíssimo diferente. E imagino que esta seja uma assertiva de conhecimento e pactuação gerais.

Epílogo, enfim...

Este pequeno relatório (que, inicialmente, havia sido planejado extenso e excessivamente rigoroso) poderia narrar muitas outras observações que fiz como coordenador neste segundo semestre letivo de 2005. Declinei de detalhes muito específicos, cansativos e contraproducentes por acreditar que, antes de mais nada, relatórios não são lidos, pelo menos não com a atenção que lhes seria devida. [...] Em nenhum momento fui chamado a refletir coletivamente sobre a pertinácia de deixar ou não o curso de Comunicação Social, decisão que acabou por partir única e exclusivamente de mim mesmo. [...] Erros e conflitos atravessam sempre a atividade humana e as relações sociais. E digo isso como sociólogo (friso: sociólogo) que se esforça por demais para ser reconhecido como bom profissional. O conflito e a contradição são categorias investigativas e conceitos analíticos de inquestionável abrangência: não existem profissionais que merecem esse nome que duvidem disso. Friso: profissionais que merecem esse nome. Não há, entre as pessoas de bom caráter com as quais tenho o prazer de conviver nas dependências da FACNOPAR, uma única voz que tenha se voltado contra meu histórico de dedicação e compostura ética. Friso: pessoas de bom caráter.

Eu não poderia deixar de mencionar algumas contribuições valiosas que tive durante todo o período em que estive à frente da coordenação de Comunicação Social. A publicitária Márcia Canguçu, coordenadora da Agência Sentido de Comunicação Integrada – de cuja inauguração terei sempre motivos para me envaidecer por ter sido, à sua época, o coordenador dos cursos que lhe conferiam sentido -, além de ser uma profissional extremamente diligente e prestimosa, nunca se furtou a me auxiliar no que fosse necessário. Sempre. Vale destacar, para fins de reflexão e futuras ações por parte da FACNOPAR, que a Agência precisa ser regulamentada, ou seja, suas atribuições precisam ser mais bem definidas, para que não se corra o risco de transformá-la num suporte de apoio para “toda e qualquer coisa”, como ocorre com freqüência. Para isso, é preciso que Márcia tenha autonomia, para que possa dar real vazão à sua inexorável qualidade criativa.

Os mesmos justos elogios cabem ao fotógrafo Francisco e ao técnico de rádio Deivid, que operam verdadeiros milagres em face de toda a deficiência laboratorial e infra-estrutural aqui já mencionada e cansativamente por mim combatida.

Quanto aos alunos, vale ressaltar que, à exceção de três ou quatro (que, aliás, não são nem nunca foram meus alunos – alunos?!?!), meu relacionamento com eles sempre se fez no mais alto nível de respeito, admiração mútua e cordialidade. Ao longo das últimas semanas, recebi diversas manifestações de carinho e solidariedade deles, pedindo que não deixasse a coordenação e podendo ouvir, tantas vezes, que eu tenho sido o melhor professor que já tiveram em suas vidas. Sei que isso não ajuda mais nada a essa altura dos acontecimentos. Mas é muito bom ouvir isso. Bom demais. Para quem nunca ouviu nada parecido com isso (e os algozes de toda essa história certamente nunca ouviram nada como isso!), talvez a dimensão de palavras desse tipo não tenha ressonância. É difícil dizer como essas palavras de amor e devoção nos enobrecem, qualificam, incentivam a não deixar de lutar. Nunca!

Deixo-me, pois, da condição de coordenador dos cursos de Comunicação Social da FACNOPAR com a consciência tranqüila e as mãos limpas. Friso: as mãos limpas. Investi todas as fichas que acumulei em quase dez anos de atividade profissional num projeto que eu julgava possível, pertinente, conseqüente, avançado e, por tudo isso, abrangente. Os custos pessoais desse fracasso (friso fracasso porque me orgulho dele: detestaria estar no lugar dos que ora me vencem!) não são poucos nem baixos, mas com eles arcarei com toda a dignidade de um bisneto do Sr. Marcelino Cabral, de um neto do Dr. Euclides Machado de Mello e do Sr. Francisco Rossi Filho e de um filho de Osmar Rossi e Edna Maria Mello Rossi. Tenho tido a graça de ser ainda mais do que isso: sou esposo de Karina Kelly Montini Rossi e aprendiz eterno de Florestan Fernandes, Octavio Ianni, Astrojildo Pereira, Darcy Ribeiro, Dom Pedro Casaldáliga, Michael Löwy, Leandro Konder e tantos outros gigantescos mestres.


Aquele que tem a divina graça de ter ao seu lado, em seu coração e em sua consciência, uma família dessas pode dizer, sem pestanejar nem vacilar, aquilo que aprendi de um de meus mais importantes e influentes mestres por toda a minha vida, Dr. Leonardo Prota: “A vida é bela”. Não há dúvida. É isso.

Marco Antonio Rossi