18 fevereiro 2006

Ser comunista...



Em minha sala, um verdadeiro “cafofo” quente e vítima de uma incessante ventania (situado no final de um corredor, isolado de toda a instituição, com janelas de frente para larga rodovia, num município conhecido por “Cidade Alta”...), ostentei na parede durante os meses em que fui coordenador um cartaz em comemoração ao 1º de maio pela Internacional Comunista, datado dos primeiros momentos históricos efetivos do século XX. Ao lado do porta-retratos com a fotografia de minha esposa Karina, de um cartão expressando a bela imagem de uma castanheira do Acre (presente de meus doces alunos de Direito na mesma instituição, sempre amigos!), a imagem do bravo trabalhador a despender força, coragem e vitalidade contra os grilhões que o oprimem e o aprisionam causou furor: alguns professores acusavam a coordenação de ser um “QG da revolução” (!), outros diziam que “nada se poderia esperar mesmo de um coordenador que tem a coragem de defender o comunismo” e essas “histórias todas de emancipação, igualdade, fraternidade, liberdade de fato”... E dizem que andei exagerando em minhas críticas...