27 setembro 2006

O Mundo Pós-Moderno

Ao lado, capa do Livro de Terry Eagleton, "Marxismo e Crítica Literária". Eagleton é, hoje - e já faz algum tempo! -, um dos mais importantes e contundentes críticos do que se convencionou chamar de cultura pós-moderna. Em um de seus mais recentes livros, "Depois da Teoria", o ensaísta e intelectual estadunidense tece ácidas críticas ao desmanche cultural, político e social promovido pelo pensamento pós-moderno, efusivamente presente na mídia e no comportamento humano na vida cotidiana desse início conturbado e ainda tão estranhado de século.

No último dia 17 de setembro, numa manhã chuvosa de domingo, proferi palestra na Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina, sob o título "O mundo pós-moderno". Para muito além da honra de ter sido convidado a falar em tão seleto e inteligente núcleo de intelectuais, artistas e gente versada em cultura, palavras, sons e imagens... confesso que meu tema trabalha uma dupla perspectiva, contraditória em si mesma: de um lado, por se tratar de tema presente, urgente, cada vez mais exigido e "trabalhado", minha fala se fez pertinente, conseqüente; de outro lado, por ser abstrato, não-factível, excessivamente inundado de teorias divergentes e quase sempre evasivas, meramente discursivas (sem falar no componente ideológico, no sentido marxiano da expressão), o tema acaba por se tornar extremamente escorregadio, de difícil contorno, de inegáveis e contundentes paradoxos, enfrentamentos opositores. De qualquer modo, a palestra foi muitíssimo bem-sucedida (disseram-me lá, senti, sei lá!) e gerou debate, permitiu acréscimos, outras contribuições ao tema, por outras perspectivas teóricas e profissionais (falaram, após minha palestra, quando foi aberta a discussão pela presidência da mesa, médicos, artistas plásticos, musicistas, advogados, educadores, gente-não-identificada...) Tudo isso muito me alegrou, motivando meu ímpeto de querer escrever mais e sempre. Bom, ao final do encontro na Academia Londrinense, fui convidado a ser colaborador cultural da instituição. Disseram-me, depois, que esse é o passo inicial para, em seguida, num futuro próximo, eu me tornar membro efetivo da Academia. Poxa! Tal qual o guerreiro Highlander, ícone de minha geração, tornei-me quase-imortal. Agora, basta que eu mantenha a cabeça em seu devido lugar!
Se a frase de Próspero, personagem de “A Tempestade”, de Willian Shakespeare, que nos diz ser tudo que é sólido condenado a se desmanchar pelo ar é verdadeira, é na chamada pós-modernidade que ela encontra seu abrigo mais fecundo, seu legítimo porto-seguro.

Marx e Engels, na redação do Manifesto Comunista, e o estadunidense Marshall Berman, em seu livro já clássico, valeram-se da mesma frase para fins distintos. Marx e Engels usaram-na para designar a avalanche característica dos tempos modernos, um período histórico marcado por transformações crescentes e em marcha leve, levíssima. Berman utilizou-a para dar nome ao seu mais importante livro, esse que considerei “já clássico” e que versa também a aventura da modernidade.

Bom, é possível indagar: se a modernidade se fez como tempo social, histórico, econômico, político e cultural de intensas, contínuas e profundas mudanças, em que a pós-modernidade lhe seria diferente? Posso afirmar que as distinções e divergências não se resumem às aparências, embora seja de imagens e superfluidades que se constitua a própria pós-modernidade. As não-similitudes entre o moderno e pós-moderno são, em rigor, radicais – e isso acaba por se evidenciar tanto no plano das idéias quanto no das práticas que lhe são efetivamente constitutivas.

Walter Benjamim, creio, estava totalmente certo ao enfatizar que a chegada da humanidade ao mundo moderno se fez por uma aguda mudança no campo das percepções. (E, para o autor de “Rua de Mão Única”, a modernidade se fez inaugurar quando houve uma radical transformação da percepção humana, que passou do estágio contemplativo, de culto, ao de exposição, exploração – este último simbolizado pela fotografia como “investigadora na cena do crime” e pela arte cinematográfica como destrinçadora das aparências e perfuradora das profundezas do real.) Sim, não existe um mundo moderno nem um mundo pós-moderno, falando em termos essenciais; o que existe são transformações de cunho radical no que se refere às nossas percepções da realidade. Ao apreendermos de um ou outro modo o que nos é exterior, acabamos por decifrar enigmas, compor cenários, esboçar personagens, atribuir papéis às relações humanas e sociais. Tornamo-nos modernos no exato momento em que não nos contentamos com explicações mágicas e mitológicas acerca dos fenômenos visivelmente mundanos; quando aceitamos fazer parte do mundo político e passamos, coletivamente, a edificar a sociedade e seus elementos; quando buscamos num comportamento razoável – porque dotado de razão e sensibilidade; quando, enfim, criamos instrumentos que nos permitam, gradativa e firmemente, ultrapassar o campo das aparências, do irrisório e conformador, do fatalismo cínico e ideológico inerente ao domínio milenar do homem pelo homem.

A modernidade, questionada pelo progressivo e inaudito avanço técnico e científico da pós-modernidade , descadeira-se diante de uma projeção infinita de imagens, sons, formas e relativismos. Quando a ciência é condecorada pelo status da infalibilidade, pela morte da morte (que tanto preocupou Albert Einstein, por anunciar o fim dos mistérios que nos levam a progredir, querer saber, querer ser...), a pós-modernidade sobe ao ponto alto do pódio, ostentando certa arrogância, um sorriso de safadeza e crença absoluta de que, daquele ponto, daquela altura, nada a desbancará. Numa palavra, ao virtualizar, pela técnica e pelos frutos diários da “imortal ciência”, a realidade antes nua e crua, tangível, desejável, pronta a ser permanentemente desafiada pelo que há de humano em todos nós... a pós-modernidade conquista corações e mentes, inverte a lógica moderna do discurso político pertencente a já tão fatigada modernidade e o transforma em discurso publicitário, mais afeito a percepções e impressões rápidas, sem tempo para reflexões, ponderações, como tão bem nos ensina o filósofo Dominique Quessada, autor do intrigante “A sociedade de consumo de si”.

Ora, se a nova tendência das relações sociais é gravitar sobre o consumo, nada mais lógico que tornar o espírito publicitário o guru da pós-modernidade, relativizando tudo e todos, tornando imagem qualquer desejo, designando movimento a qualquer sensação, individualizando e cravando de egolatria e egoísmo o último dos seres solidários, a derradeira das experiências altruístas, comunitárias, humanas, por assim dizer... Enfim, nada mais óbvio e justificável do que desmanchar tudo o tempo todo, ainda que algo desse tudo e todos pudesse parecer sólido aos quase extintos olhos modernos.

A metáfora que separa e distancia a modernidade sólida da modernidade líquida, criada pelo sociólogo polonês Zigmunt Bauman, talvez seja das mais ilustrativas e inteligentes maneiras de designar o que seja o pós-moderno. Para Bauman, na modernidade sólida, que vivemos até meados dos anos 80’, havia certo comprometimento com o conjunto dos dizeres e saberes da vida social, isto é, a possibilidade de fazer planos, desenhar projetos de vida, de família e de sociedade estava no campo da própria modernidade: empregos e carreiras duravam; educação e saúde, verdade e busca pela perfeição eram valores quase-universais; amor e paz eram almejados, às vezes visceralmente perseguidos e cotejados; a própria idéia de futuro era bem-vinda, perceptível; enfim, a utopia estava viva nas mentes e nos corações das pessoas. Algumas certezas sobreviviam ao passar dos dias, da vida... No conjunto das transformações gerais pelas quais passou a sociedade contemporânea – da crise econômica mundial da década de 1970, passando pelo assustador impacto que as novas tecnologias vêm exercendo sobre as consciências individuais, até chegar ao descrédito da política, ao fim dos mistérios e da transcendência, à apatia generalizada que contamina a cultura do pós-moderno, com indiferença e quase sempre descaso pela figura do Outro, ou seja, de todos aqueles que existem “fora” das malfadadas e falsas experiências egoístas e passionais dos átomos modernos de nosso tempo -, a antiga solidez de nossas relações humanas e sociais foi cedendo espaço à sua própria liquefação, permitindo que a forma antes considerada duradoura das coisas essenciais de nossa experiência coletiva se adaptasse às novas e incessantes exigências de uma realidade de profunda aceleração de contingências, de superabundância de informações, de desperdício de viveres, conviveres... É líqüido nosso tempo porque nele tudo flui, tudo ganha forma, qualquer forma; ao mesmo tempo, é líqüido porque também esvai, dissuade, escorre, mergulha nos ralos de um passado que, há poucos instantes, era presente; há poucos dias, eram nossos mais caros sonhos. Vale ressaltar, no entanto, que para o sociólogo polonês, autor de “Vidas Desperdiçadas”, existe o pós-moderno, ou seja, um conjunto de padrões de idéias e comportamentos razoavelmente disseminados na tessitura da vida social; mas fora de cogitação configurar-se de fato uma sociedade pós-moderna, um tempo histórico que possa ser designado como “pós-modernidade”. Para que isso fosse no mínimo lançado à luz do debate público, seria necessário imaginar que a modernidade já estivesse cumprida, plenamente realizada. Só desse modo se faz razoável admitir algo que lhe seja pós. Bom, creio não ser nem um pouco necessário ponderar que a liberdade, a igualdade e a fraternidade, emblemas do mundo moderno – na percepção e na ação! – estão muito, muito longe de terem sido, mesmo nas realidades mais avançadas da “civilização” capitalista, realizadas, significativa e humanamente realizadas.

Quais são, então, os emblemas do pós-moderno? Além de tudo ter se tornado absolutamente relativo, de a publicidade ter assaltado os céus da política, de o indivíduo ter aniquilado a experiência humana coletiva e solidária, de o consumo ter se tornado a principal razão de alguém querer “ser” alguém, de o mercado livre – sempre instável e irracional – ter destituído de elegância, vitalidade e pertinência todas as suas outrora públicas mediações... Bom, além de tudo isso, o que mais constitui essa cultura, esse mundo pós-moderno?

Segundo o filósofo brasileiro Leandro Konder, um mestre na argumentação sobre os temas da ideologia e da própria descaracterização da injustiçada modernidade, a hipertextualidade (essa coisa do texto aberto na rede mundial de computadores, da produção sem autor nem finalidade específica) e a cibercultura (as imensas e infindáveis janelas do computador, a navegação nada venturosa que se dá na chamada net e os links que ligam todo mundo a todas as partes) definiram a linguagem da experiência pós-moderna. Como se trata de algo muito flexível e sempre de dimensões muito modestas, de baixo teor humano e reflexivo, propositivo, a linguagem pós-moderna acaba por vaticinar a essência de seu próprio manifesto: morreram todas as veleidades de a história produzir grandes narrativas; desapareceu para todo o sempre o ser social coletivo, propositor e constituinte de direitos e conquistas políticas e sociais; proíbem-se as utopias; rejeitam-se as vocações totalizadoras; renegam-se os ideários e todas as aspirações a um futuro melhor para todos os seres humanos. Em síntese: na cultura pós-moderna, tudo é muita coisa, sempre é muito tempo; nada deve durar demais e cada indivíduo é, por si só, auto-suficiente, um conjunto já bem saturado de dilemas e insatisfações.

Outros temas intrínsecos ao desenvolvimento da cultura pós-moderna, também segundo Leandro Konder, são os tão alardeados e preconizados processos de desconstrução, desregulamentação e privatização.

Valores e práticas cristalizadas pela tradição, pelas heranças projetadas e lançadas ao mundo de geração em geração, são desconstruídos... Tudo deve ser renovado permanentemente – e nisso tanto a publicidade quanto a crença na individuação da vida social têm papel central, imprescindível. Do mesmo modo, mas com conseqüências sociais muito mais dramáticas e traumáticas, leis, fatos legitimados pelo exercício prático da política cidadã, coletiva, conquistas sociais de classe, tudo melhor será se for desregulamentado, alterado, para facilitar o crescimento dos mercados livres, para frear o avanço dos impedimentos da livre iniciativa, para vender tudo, privatizar tudo, para que tudo não diga mais respeito algum às pessoas, aos sujeitos, aos cidadãos. Tendo dono, o mundo passa a ter seus responsáveis privados e de direito. E isso é muito bom para que possamos todos nós - “los otros” -, de consciência tranqüila, sair e ir às compras... Ou, vai de cada um, ficar em casa e nos empanturrarmos com a cultura rica e edificante da programação dominical da TV...

A inevitável referência à programação de nossa TV me permite destacar outro ponto fundamental do chamado mundo pós-moderno – a banalização do real e da própria vida.

Não só temos instrumentalizado nossas vidas para atingir fins bastante específicos – e questionáveis, no que diz respeito à sua pertinência e à sua relevância como projetos humanos... –, como também temos tido cada vez menos balizas externas para justificar nossas preferências, nossas idéias, nossas práticas. Ao perdermos o prumo de nossas razões, do por que estamos a realizar isso e aquilo, destituímo-nos da transcendência necessária a nossa própria constituição como seres morais, éticos... Explico melhor: se fôssemos auto-suficientes, como prega o credo pós-moderno e, em última instância, o pensamento liberal de uma maneira bem geral, seríamos, isso sim, um aglomerado metabólico, refém da animalidade de nossos instintos biológicos, fisiológicos, como muitíssimo bem afirma o psicanalista Jurandir Freire Costa. Para o psicanalista, autor de “O vestígio e a aura”, pusemos nossa vida em liquidação ao aceitarmos os desígnios da pós-modernidade. Ao suspendermos o que nos é transcendente – família, religiosidade, política, educação formal -, tornamo-nos animais, suscetíveis a novas formas de dominação pelas classes sociais que detêm a hegemonia no controle da publicidade e do mercado – para não falar da quase irrelevância a que isso tudo tem destinado a própria política institucional, as instituições governamentais, o próprio conceito e a subseqüente composição do poder.

Nas palavras de Jurandir Freire Costa...

“... na presente crise de transcendência, a vida perdeu seu secular centro de gravidade valorativa, representado pela religião, pela política e pela moral privada familiar. Essas agências foram destronadas pelo impacto imaginário da ciência, da economia e da indústria do espetáculo. Atribuir valor à vida, hoje, requer um esforço permanente do sujeito [de cada um de nós, portanto] para se deslocar de uma perspectiva a outra (...) A sólida pirâmide do valor da vida se liquefez nos pequenos, provisórios e errantes sentidos determinados pelos padrões científico-econômicos ou pelos interesses da cultura do espetáculo.”

Para além da questão sobre os emblemas e as características da cultura do pós-moderno, quer agora insistir uma nova questão, ainda mais urgente: que valor nos é dado hoje atribuir à vida?

Onde quer que estejamos, ouvimos relatos sobre as maravilhas patrocinadas ou pretendidas pela Engenharia Genética, a qual, efusivamente, sonha com o dia em que cada ser vivo tenha um estoque de clones e vidas em criogenia, eternas e infalíveis. Assistimos também em toda a parte à banalização da violência e da sexualidade, que está em todas as consciências – sobretudo nas mais jovens - de modo deturpado, tornado “chulo”, mais uma vez instrumental, para prazeres momentâneos, diretos, sem quaisquer compromissos, avessos a promessas de longevidade, consistência... O sonho de ser “alguém” tornou-se bem menos: basta ser famoso por quinze minutos, como já nos havia profetizado Andy Warhol; ser ao menos visível, indiscretamente flagrado pela bigbrotherização de nossos olhares sagazes, curiosos pelo nada, pelo ridículo, fugaz, inumano, para falar com Jean Baudrillard – filósofo para o qual a história sofreu um grande curto-circuito: tudo agora é história, tudo agora é arte... E, por essa mesma razão, podemos já afirmar que cada detalhe do cosmo é história e/ou é arte, já que tudo passou a ter algum tipo de importância. Absolutamente tudo passou a ter certa relevância num mundo em que tudo, além de ser história ou arte, é também relativo, relativo...

Na mesma proporção em que tudo se transforma em objeto de importância e relevante significação, a vida passa a ser desregulamentada como os mercados, desconstruída como os valores, a ética, a velha moral social. Dany-Robert Dufour, filósofo, autor do contagiante “Os extravios do indivíduo-sujeito”, destaca, para fins de argumentar em favor da vida – e não das tendências alienantes do mercado pós-moderno -, que em recente relatório do Fórum Econômico Mundial, realizado anualmente em Davos, e que reúne em suas “mesas de discussão” os verdadeiros artífices de toda a publicitária e relativizante cultura pós-moderna, fez-se constar de seu relatório final a seguinte proposição contra a pobreza e a miséria no mundo:

“[Esforços concentrados devem fornecer, cada vez mais – e em escala sempre crescente -], um coquetel de entretenimento estupidificante e de alimentação suficiente que permita a manutenção do bom humor na população frustrada do planeta” - relatório final de Davos, aprovado e publicado após o encontro anual de 2002.

Ora, ora, eis a receita de “pão e circo” pós-modernos: programas de auditório e hambúrgueres fast-food. Se puderem surgir acompanhados de total isolamento em face de todos os interesses de domínio elitista do planeta, que almeja torná-lo exclusivo aos ricos e poderosos, subalternizando sempre as classes populares e os fragmentos críticos e ainda não postos à venda das classes intermediárias, tanto melhor. Daí sim o banquete estará feito, irretocavelmente feito...

Contra todas as tendências imediatistas, egoístas e consumistas do mundo pós-moderno, resta-nos erguer interesses coletivos que não aceitem a redução da realidade ao interesse individual, a desconstrução total do futuro em nome de um presente luminoso, de vantagens econômicas e prazeres carnais e biológicos. Contra o relativismo pós-moderno, o velho lema do italiano Antonio Gramsci, “historicizar sempre!”, continua extremamente válido, porque só assim se faz possível saber quem somos, de onde viemos e – principalmente! - para onde poderemos ir, afinal de contas. Mais: o que nos fez e nos faz assim, quais transcendências nos determinam e também nos aniquilam; quais as chances que temos de combatê-las e/ou qualificá-las... São as questões pertinentes de nosso presente, se quisermos ter algum futuro, imagino eu...

Para criar oposição conseqüente e verdadeiramente abrangente contra a cultura do instantâneo, do sucesso fácil, da estética sem conteúdo, do entretenimento alienante e de linguagem incapaz de se universalizar, a luta pela qualidade da educação e da participação política nos rumos das sociedades humanas continua a ser o melhor remédio. E basta que seja o único, se compreendido em todas as suas ricas, diversas e plurais dimensões.

Educar para a vida e para a participação ativa nos processos que nos permitam sonhar significa dizer sempre que a primeira aparição da esperança foi, é e será sempre a união de homens e mulheres para a construção de um mundo de sujeitos efetivamente livres e iguais. É isso.

Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina – Domingo, 17 de setembro de 2006.