17 dezembro 2006

Renovar para Conservar

por Marco A. Rossi

Tomos
Um que ficou longe, veio de longe, resolveu regressar
Outro no prelo
a sair já, já, daqui a pouco
Não há arrependimentos
dores, frustrações
Tão-somente o desejo
de voar, ir além, compor uma nova canção

De verso em verso
Na prosa que navega pelas palavras
umas minhas, outras de meus espelhos
sigo em frente, escrevendo, na contramão
contando histórias, narrando eventos
criticando, condenando o real
Propondo sublimações

Em cada olhar atento
a desatenção de minha alma anarquista
Com muito amor, desapego e ternura
propondo a primazia da contradição
Tenho dito sempre
Minha pátria é o mundo
Meu povo, a humanidade

Desatocaiei meus instintos
Hoje eles vivem soltos em sua prisão
no espaço e na prerrogativa de seus martírios
de minha dor
de todo o meu desalento
Sigo adiante, sem devaneios nem loucuras
Vivendo de pura, ousada imaginação

Imaginação, sim, sim
Que me faz poeta
Que me faz escritor, professor
homem das humanidades
Que me permite defender sempre a já tão sentida ausência...
Da ESPERANÇA