22 março 2008

À espera


O bem, por ser mas comportado e previsível
é sempre a recomendação do coração
O corpo que aguarda
a mente que se tranqüiliza
a vida que quer seguir
Coração. Bem. Espera. Desejo de paz

O mal, confuso, armado, imponderado
nunca ganha corpo nas expectativas
nunca é visto por grandeza
evidência
inevitabilidade
O mal, arbitrário, externo
faz chorar o horizonte, sem luz, até o fim da estrada
Sonhos. Mal. Dor. De medo

Entre o bem e o mal (fronteiras?)
o coração é o mal dos meus medos
Ouso rechear de brilho meus sonhos
de tranqüilidade minhas paisagens diárias
de paz as guerras que vivo vivendo na vida
vencendo, reunindo meus destroços
compondo meus desestímulos estimulantes
Orquestra. Depois do amanhã