07 abril 2009

A lagoa do Brasil

"Vi com as mãos" hoje pela manhã minhas primeiras fotos publicas em revista. Em janeiro passado, durante minhas férias no Rio de Janeiro, cliquei alguns instantes da Lagoa Rodrigo de Freitas, na zonal sul carioca, entre o Jardim Botânico e as praias de Ipanema e do Leblon. A beleza da lagoa, bem como toda a aura infinita que recobre suas ruas, passarelas, desfiles do belo, me seduziu à primeira contemplação. A lagoa, para mim, é síntese do Rio, no amálgama cintilante com as paixões futebolísticas da máquina tricolor das Laranjeiras. É bom demais estrear no mundo da fotografia com as imagens da lagoa mais badalada do país, principalmente quando estampada nas chiques páginas da Revista Estação, edição de outono

O Rio de Janeiro desperta infinitas paixões. Paisagens humanas e culturais ganham brilho na natureza esplendorosa de suas montanhas, praias, verdes mil. Há algo de mágico na orla que aponta, já cantava Tim Maia, o nada igual que existe entre o Leme, brotando ao pé do Pão de Açúcar, vizinho da interiorana Urca e da mística Praia Vermelha, e o Pontal, lá no Recreio, ponto de paz das praias oceânicas cariocas.

Para muito além das praias, contudo, águas em calmaria também abrilhantam a vida na antiga e mais bela capital do Brasil. A Lagoa Rodrigo de Freitas, espaço de morada, passeio, lazer e passagem de gente de todo o mundo, é recanto do conforto, oásis de amantes, celeste território de deslumbramento.


Vista do Corcovado ou do Mirante Dona Marta, posta a prova dos dedos e pés nas calçadas que a ladeiam, a Lagoa, simplesmente assim, é miragem viva, real, um jardim de maravilhas brasileiras acenando com a promessa de festejo e encanto nos atalhos para as estreladas rodas de samba e inquietos concertos de rock and roll da Zona Sul. Mas a Lagoa, metro quadrado milionário e residência fixa de celebridades e mercadorias multinacionais, é de todos os amantes do Rio e do Brasil. É eterna como o Tricolor das Laranjeiras, o Fluminense de Chico Buaque e Nelson Rodrigues, a poesia de Cartola, o cenário exuberante da Estação Primeira de Mangueira. É, pois, tradição e herança, testamento vivo do melhor do nosso país e de nossa gente.