11 maio 2009

Longe demais de tudo II

Fotografia de Luis Mendonça
Lembrava espaços antigos da infância:
ruas, vielas, escadarias, bancos e praças.
Rememorava com paixão velhos amores,
com amor, eternas e antigas paixões.

Os beijos suaves, a timidez do toque,
o desejo a reprimir, conter,
explodir mais tarde,
nos delírios do rock and roll

Um olhar, um trejeito,
uma simples forma de amar,
vestir uma camisa,
tudo isso me conduziu por
dois, três, quatro anos,
tempo entre o velho
e o novo lançamento.
No fundo,
sempre uma banda de rock.

Os laços de eternidade,
a figura ilimitada da paixão incontestável,
o brilho evidente do amor latente,
o empuxo da paixão manifesta.
Figuras de excesso de um tempo longe,
longe demais de tudo,
uma outra e reiterada vez.