07 agosto 2009

Sociólogo peregrino

"Passagem pela luz", fotografia de Jorge Alfar

Corri uns mil quilômetros hoje. Vi de tudo um pouco. Abracei Durkheim e suas propostas orgânicas de solidariedade. Agradeci a Weber, com aceno distante, suas lições de ética e dignidade da política e da ciência - desejei ter vocação muito mais para a segunda do que para a primeira... E a Marx enviei carinhosamente um exemplar de minhas poesias reunidas, torcendo para que ele me dê, sim, sua opinião sobre minhas formas de ver as coisas. Andei bastante, de clássicos a teoremas de meus dias: folheei romances antigos, abri pela primeira vez livros perdidos na estante da memória e do pequeno escritório aqui de casa. Revi, mentalmente, muitos filmes, inclusive "Cidade dos Sonhos", de Lynch. Amanhã irei falar de Lynch (aula de pós-graduação!). Fui a uma locadora de DVDs (bom, isso foi ontem) e comprei uma meia dúzia de excelentes filmes nacionais, liquidados pelo crescimento sem retrocesso do quarto setor da economia burguesa - o da pirataria. Passeei, no fim do dia, pelas Laranjeiras, para visitar meu Fluminense em nova crise (é intrínseco ao Fluzão o viver crises e mais crises, intermináveis?). Senti muita necessidade de dizer que continuarei tricolor. Sempre. Beijei mentalmente e de coração meus pais. Senti algum tesão por alguém invisível, de algum modo (e disso já nasceu a postagem que farei aqui no blog durante o fim de semana). Brinquei com meu filho. Tive muitas saudades do ontem e me tornei um melancólico do amanhã. Pretendo viajar novamente neste sábado e neste domingo. E semana que vem também. Quer saber? Não paro mais com isso, não!