07 setembro 2009

Escrito de setembro...

Imagino que a primavera vá trazer consigo as flores e a redenção dos meus sonhos. Eu, que nem acredito muito na ausência do brilho eterno - porque vejo luzes no movimento da História -, percebo boas novas cantarolando no jardim. Amores renascem, conduzem vidas por trilhos, sendas, alvoradas. Quero mesmo é jamais abandonar o horizonte colorido do amanhecer. Penso nas flores, sinto seu perfume. Na estrada real, caminhantes me acenam com o futuro às mãos. Digo que entendo a sugestão. Escrevo outro poema.
Ao entardecer, caminho e vejo o reflexo de meus delírios: estou a viver a utopia mais real de minha trajetória. Escrevo sob o sol, de frente para águas de muita força, capazes de aproximar biografia e História. Águas da imaginação sociológica. Prendo-me então ao sorriso maroto que corta meus lábios. Surpreendo-me com tanta fé no peito. Eu quero é mais. Trago comigo o desejo irreparável da mudança. Por que alterar meus passos? Eles é que me ensinaram a pensar nessas coisas todas. Caminhadas pensantes, cheias de vigor e atitudes radicais (hegelianamente falando).
Antecipo a semana e beijo o céu. Estou disposto a seguir em frente. Como nunca. Turbilhão de energia. Lembro o velho Barão de Itararé, mas passo a sua frente, humilde, reverente: meu mundo, antes chato, volta a ser redondo e a fazer sentido (weberianamente falando).