22 fevereiro 2010

Crônicas do mundo ao avesso II

Havia duas coisas em questão, e uma necessariamente excluía a outra: ou se debatiam ideias, ou se expunham as tristes curvas do poder.

O poder, algo bem objetivo dado por condições bastante visíveis, não se afeiçoa às ideias: exercitar o mando destrói a teoria, aniquila o ato reflexivo e impede a contundência do ato crítico. O poder se revela por suas incongruências e formas de amedrontamento.

Na impossibilidade de argumentar à altura da grande teoria e da vivência efetiva dos termos em questão, o poder se insinua ao ridículo, provocando mal-estar, indução ao erro. A grande teoria, entretanto, não se cala: reafirma seu compromisso com a vida e com a História!

E na busca por um fim mais coerente, a grande teoria se afasta, para observar, fria, o calor das provocações. Talvez seja a hora de navegar!