22 fevereiro 2010

Crônicas do mundo ao avesso III

Há pessoas que se vendem e há pessoas que compram as que se vendem. Há também pessoas que acreditam num mundo melhor - e lutam por isso!

Esses imprescindíveis - como proclamou Brecht - não estão à venda: sublimam toda lógica mercantil que esgota e fulmina. São gente, só isso.

Como gente, cantam e choram, vibram, baixam o olhar na tristeza dada pela incompreensão, pela diária luta desigual. Mas ficam, eternizam-se! Também na doce e às vezes dura condição de gente, recuam, dizem adeus, para voltar à luta e batalhar noutras frentes, menos burras e hostis!

Já se disse por aí, com sensibilidade e muita inteligência, que por vezes é necessário navegar. Hora de depositar meus sonhos noutros mares!