24 dezembro 2010

Novo tempo

"Feliz Ano Novo", fotografia de Maria Clara Eusebio

Descobrir na curva sinuosa, penosa, um atalho tranquilo para a esperança. 

Identificar nos acordes simples, nas melodias fáceis, o som perfeito para um encontro memorável.

Retirar da timidez das poucas palavras as letras ideais para compor o tempo sonhado.

Nutrir de paz a ventania cotidiana de toda manhã.

Buscar descanso sob copas frondosas e formosas, tão pouco vistas pelos indiferentes olhares sem poesia. Aliás, poetizar luzes e sombras, abraçar jovens e vividos, amar a todos, explosivamente.

Contar números de toda a sorte, mas sempre oferecer destaque aos pequenos, aparentemente insignificantes. Não é recente a certeza de que nas pequenas somas residem as pistas para as fortunas incalculáveis, do espírito e da vida.

Sentir o mar até onde ele não existe, degustá-lo com a palma dos pés, sorvê-lo com o maroto sorriso dos incansáveis.

Não cessar de repetir para si mesmo que a vida é um permanente porvir: será o que queremos que ela seja, desde que lutemos, brademos, façamos insurgir nossos desejos revolucionários.

Revolucionar tudo e todos. De lugar. De cor. De fonte e representação. De estados de espírito. Chorar alegrias, alegrar as indecifráveis tristezas humanas.

Humanizar, percorrer, acreditar, fazer o que é certo. 

FELIZ NATAL. GIGANTE 2011!