11 novembro 2011

Meu coração partiu...


A loba se foi. O recado veio em forma de um adeus muito bonito, delicado, repleto da formosura que me acostumei a ver em tudo que era seu. Eu enviei o sinal verde: se ela passasse, sem palavras nem rabiscos de vontade, eu teria entendido aquilo que só o meu sentimento de menino insistia em avistar vivo. É, a loba se foi para sempre, saiu voando, erguida pelo fôlego do meu coração. O que ficou desse órgão-pai em mim, sombras e calores, é apenas suficiente para seguir a vida. A felicidade, buscá-la-ei para dar aos outros. Aquela que poderia me abraçar voou, foi-se em direção ao destino infinito. Será sem dúvida uma longa viagem. Seja feliz, meu coração! Vou sempre torcer por você. Eu queria que ficasse aqui no meu peito, batendo e dando ritmo a minha via, mas, entorpecido, aceito e entendo sua peregrinação: meu peito não lhe é mais um bom lugar. Adeus, velho guerreiro.