28 junho 2012

Marighellianas


Livre iniciativa,
fluxos do grande capital,
ficção,
o dinheiro como centro do mundo,
o mundo como refém do dinheiro (de alguns).

Propriedade privada,
todo poder aos
mercados e bolsas,
aos epígonos e odes de
gestão, foco, clientes...

As tabelas e os
números, as
frequências e os dados.

Nada humano,
nenhum ser.

A orquestra toca uma
só canção: a da acumulação,
fácil e sem obstáculos,
pueril, uma estratégia de
gente infante, infame:
maldita ostentação.

Além do horizonte
(já se cantou tanto),
dentro do peito e no
sonho que não se cansa,
há vida, há muito mais.

Marighella corre em
nossa direção: não tenhamos
nunca tempo para
ter medo.
Nunca (Sempre ao nunca!).