13 setembro 2012

Doçura proibida


 O que eu queria de verdade não tinha nada a ver com "aprender o que preciso aprender". Isso foi uma desculpa, uma forma que encontrei para me aproximar. Eu queria mesmo era vê-la, ficar pertinho, derreter-me diante dessa paixão que me consome, conta as horas, invade meus sonhos e fantasias. Eu queria sentir o cheiro dela, desenhar na retina os movimentos suaves de tanta delicadeza ao falar, ao piscar, ao sorrir. Ela não entendeu. Ficou com medo e se esquivou. Ainda assim, longe, fiquei diante de uma tela, cuja distância de mim a tornou tão pequena, sem voz... No delírio das loucas coisas que ando sentindo sem tréguas, fiquei lá, sonhando, querendo o impossível, viajando nos destemperos do amor anônimo e proibido.