26 setembro 2012

O esperado doce beijo


Houve um esfriamento. Não sei se ela entendeu e não gostou, se ela entendeu e está com medo, se ela sequer sabe do que ando escrevendo e sentindo. O sorriso daquela mulher que tanto me perturba desapareceu. Eu continuo ao longe, separado por uma parede de vidro e uma tela no alto de uma parede, observando o doce de sua beleza, a beleza de toda a sua doçura. Hoje à noite ela está de cachecol, uma bela e charmosa medida para um frio fora de estação, em pleno tempo das flores. Bom, ela permanece minha flor, minha estação das cores. É provável que ela viva para sempre somente na minha cabeça, na fantasia que viaja a toda hora do coração ao desejo e do desejo ao coração, frenética, humana, pura expressão de felicidade. Morena, leve, de outras pessoas e de outras realidades. Apesar de admitir que ela não existe para mim, eu sigo insistindo em imaginar que, em algum lugar, de alguma breve e inesperada maneira, o beijo irá acontecer. Ah, o beijo...