09 julho 2013

Sétimo (e melhor) Round


A tattoo da antidiva Tori Black, imagem que eu identifico como a sétima estrela, 
ícone da liberdade que não se pode negar

A noite alternava
calor e frio,
chuva e lua cheia -
uma magia esplendorosa
rasgava o céu,
enchia os olhos,
brindava corações.

A menina
que por mim passava
dia depois de dia
(e lançava aquele sorriso),
esquentava
o corpo trêmulo,
esfriava
o desejo fervilhante.

Houve uma longa hora
de beijo,
só beijo,
de olhos
entreabertos,
sempre perplexos -
nenhum de nós
acreditava naquele sonho -
era real,
porém.

A doce vida nos enviou
uma mensagem:
a palavra certa,
na hora mais improvável,
precipitou tudo,
aos montes.

Uma avalanche
de paixão nos
tomou,
inebriou,
pulsou
o peito,
a têmpora,
a poesia da menina
que amou um homem
e a prosa de um homem
que se desnudou para
a mais linda das meninas.

Estávamos
muito longe,
próximos um
do outro,
escondidos do
mundo.

Fomos à sétima
estrela (round?)
das mais inacreditáveis
sensações.

Desvendamo-nos,
demo-nos
algo mais
daquelas preciosidades
que o infinito
guarda somente
a quem nunca
desiste de
amar.