19 novembro 2014

Fim da linha


A antidiva Remy LaCroix, cuja beleza é para o universo onírico dos amantes a certeza de que todo fracasso é uma desilusão necessária, o fim da linha mesmo.

Não irei mais achar
Houve um desencontro
Que agora é destino
Da solidão terei de tirar lições

Só não me culpo
Por não ter tentado
Vasculhei fundos e mundos
Recorri a todos os expedientes

Poucas vezes
De modo quase pueril
Obtive alguma sorte
O fracasso é uma desilusão necessária

Escrevi poemas
Inventei tudo que é cenário
Contei todo tipo de história
E nada, nada mesmo

Agora vou encarar a desistência
Como a vitória da sanidade
Só de imaginação
Vou viver perdido

Quando eu fechar os olhos
Lá estará você
Sempre um mistério
Pulsão e pecado

Não há chances no acaso
Só a dor do inevitável
Sozinho neste planeta ao avesso
Meu velho travesseiro me aproxima de você

Mimese


Na sempre encantadora e surpreendente língua portuguesa, mimese representa um discurso direto, um uso inadvertido de palavras e gestos alheios. Numa palavra, a mimese é o fenômeno pelo qual alguém quer ser outro alguém, reproduzindo vícios e virtudes.

A mimese revela ao mundo os imitadores de plantão. Na infância, transforma pais em heróis, personagens dos quadrinhos e desenhos animados em sujeitos da realidade, professores diletos em tipos-ideais de caráter e sabedoria. Quando se é criança, vive-se atrás do adulto perfeito, do vingador invencível, do ser humano inabalável. À medida que a vida passa e os anos vão preenchendo a fissura espaço-tempo, o imitador precisa tomar decisões difíceis, fazer escolhas, definir seu perfil e construir sua identidade em face de princípios e valores. As influências e os modelos permanecem, é claro, mas como algo a inspirar, não mais a imitar.

O pensador alemão Walter Benjamin (1892-1940), uma das mais privilegiadas inteligências do século XX, afirmou que a mimese é uma recriação da realidade. Por meio das artes, principalmente, homens e mulheres têm a oportunidade de rejuvenescer histórias, reinventar tipos humanos e protagonistas da ficção, reelaborar inícios, fins e meios, com todos os seus dramas, suas tramas, suas infinitas complexidades.

Durante o Renascimento Cultural, numa época em que Maquiavel e Giordano Bruno tornavam o mundo um lugar bem mais digno de admiração e lutas, a mimese voltou-se para a Antiguidade Clássica, para a cultura grega e a suntuosa experiência romana. A ideia era iluminar um tempo de trevas e pouca serenidade – uma etapa da história atravessada por verdades inquestionáveis e realidades invariavelmente cruéis. É num caso desses que a mimese revela seu lado rico e criador, em busca do melhor do mundo para salvar o próprio mundo do pior...

Imitar, inspirar ou recriar, tanto faz. A mimese é um desafio ao entendimento humano. Por que imitamos? Por que sentimos tanta necessidade de espelhar ideias, aparências, ações, estilos de vida? A pista que nos deixa o gigante Walter Benjamin é muito instigante: talvez imitemos os outros para que possamos nos descobrir. Afinal, sozinhos nada somos, pouco podemos.

17 novembro 2014

Histórias, no plural


Autorretrato de Caio Prado Júnior (1907-1990)

Logo no início de seu clássico “Formação do Brasil Contemporâneo”, publicado em 1942 e considerado um livro indispensável para compreender o Brasil, Caio Prado Júnior afirma que todas as sociedades possuem, na sua evolução, um sentido. O que o grande historiador marxista atesta é que, em meio aos emaranhados eventos do tempo, há uma direção – nada é tão aleatório, tão casual, tão improvisado que não precise se render, hora ou outra, ao curso da evolução da vida e do mundo.

Caio Prado Júnior era certamente um dos melhores filhos de sua época. Suas análises da formação sociocultural brasileira tiveram o mérito de apresentar uma primeira substancial tentativa de explicar o país pela ótica marxista (dentro do velho PCB, inclusive, teve sua tese de que o Brasil sempre fora uma nação inserida no processo histórico de desenvolvimento capitalista de forma periférica - mas decisiva” - rejeitada em favor do “etapismo” que julgava o nosso país, em seu período colonial, um território ainda feudal). Em plena vigência do Estado Novo (1937-45), no entanto, uma forte onda positivista se impunha sobre o pensamento de Caio Prado Júnior e outros bravos pensadores da esquerda brasileira. Na verdade, as primeiras recepções às ideias de Marx no Brasil, datadas do final do século XIX e prolongadas até fins dos anos 1950, foram uma homérica tragédia, uma sucessão quase infinita de distorções e mal-entendidos.

De minha parte, não sei se um dia acreditei que houvesse um sentido para a história. Sempre torci o nariz para verdades prontas, avessas às inerentes contradições da realidade, as quais se camuflam atrás de vanguardas e centralismos que juram pensar pelos outros e agir em nome de todos.  Há um espírito libertário indestrutível em mim.

Em vez de “História”, no singular e com “H” maiúsculo, aprendi a valorizar muito mais histórias, no plural e com “h” minúsculo, o que demonstra que, se existe unidade, ela só poderá se realizar na comunhão da diversidade das experiências humanas.

É verdade que, se desconfio do sentido geral de tudo e prefiro o múltiplo ao unitário, também não faço pouco caso do universal, de valores que partam dos muitos indivíduos e grupos sociais para compor um projeto livre de humanidade. Minha questão é de método: o sentido do mundo deverá ser erguido de baixo para cima, e não despejado de cima para baixo, como o é usualmente. Acredito que Caio Prado Júnior endossaria minha indelével convicção.

13 novembro 2014

Os heróis nunca morrem


Passava das onze da noite quando cheguei em casa ontem, quarta-feira 12 de novembro de 2014. Eu voltava da Universidade, onde um encontro riquíssimo com os alunos havia me oferecido uma noite tranquila e animadora. Minha esposa, recalcitrante, me informou, então, que morrera Leandro Konder, aos 78 anos, no Rio de Janeiro. Despenquei a chorar. Entre lágrimas, soluços e uma enorme sensação de solidão no peito, percebi que um pedaço de mim nunca mais seria igual. Eu acabara de perder a minha mais importante referência profissional e humana, o homem que me ensinou, com sensibilidade e extrema generosidade, a ver o mundo, sentir a história, entender os ásperos caminhos do pensamento e da ação.

Leandro Konder é o mais importante pensador marxista brasileiro. Esse status não se encerra com sua morte. Ao contrário, estende-se, dilata-se, posto que a crise contemporânea do marxismo, que ele com humor e certa melancolia sempre denunciou, dificultará o surgimento de um intelectual tão completo quanto ele. Tenho a alegria de dizer que foi Leandro que me devolveu a Marx, após anos perdido, em busca de minha identidade ferida, desesperançada e agonizante.

O Marx que Leandro me apresentou era um humanista pouco lembrado pelo seu estranho séquito ancestral de seguidores. Era um Marx de método radical e postura política inabalável, um revolucionário convicto, um libertário aberto aos tantos e imprevisíveis rumos do tempo histórico. O Marx que Leandro me deu de presente com suas obras era, antes de tudo, um autor de diálogo franco com a diversidade, o arquiteto da “unidade na diversidade”, um militante pela onilateralidade dos humanos, reunidos no mundo do trabalho, reorientados permanentemente pelas andanças da história. O Marx que Leandro me fez conhecer está nas releituras dialéticas de Lukács, Benjamin e Gramsci – um filósofo, portanto, romântico e utópico (ao mesmo tempo, científico e dado a contumazes racionalizações), filho do século XIX, herdeiro do vasto repertório de conhecimentos conquistados pela humanidade.

Gratuitamente e sem saber de nada, Leandro propôs meu renascimento intelectual. Na prova didática que fiz no concurso público que me conduziu a UEL, Leandro foi protagonista: a todo instante, lá estava ele, buscando com a humildade que lhe era mais do que característica, convencer a mim e à banca de examinadores que a realidade é inesgotável, infinitamente maior que a capacidade humana de cercá-la, compreendê-la. Mais uma vez, em vista de minha aprovação conquistada de modo quase surreal (nas sinuosidades infinitas da verdade), Leandro demonstrou estar certo na sua leitura do velho barbudo.

Foi na divulgação inteligente das origens, tendências e tradições socialistas que Leandro Konder se destacou ainda mais. Seus estudos e escritos sobre Fourier, Hegel, Benjamin e tantos outros autores plurais e diversos entre si enriqueceram o debate e tornaram mais forte o marxismo na batalha das ideias. Quatro de seus quase trinta livros - “O futuro da filosofia da práxis”, “Fourier, o socialismo do prazer”, “Walter Benjamin, o marxismo da melancolia” e “A questão da ideologia” - tatuaram minha cosmologia de esquerda e me proporcionaram belas estradas e veredas, invariavelmente tropicais e ensolaradas.

No final de 2008, Leandro lançou suas “Memórias de um intelectual comunista”. Com texto ágil, delicado e sempre surpreendente, narra sua trajetória de vida, revelando sabores e dissabores, encontros e desencontros. Acredito que até hoje seja o livro que mais vezes li. Umas seis ou sete, no mínimo. Foi graças a esses escritos autobiográficos que fui recebido por Leandro e sua família, no seu apartamento no Leblon, em 17 de janeiro de 2009.

Escrevi uma resenha das memórias e a publiquei no meu blog. Leandro Konder ficou sabendo do texto e me enviou uma mensagem, agradecendo o que considerava um gesto generoso de minha parte. Respondi ao e-mail, relatei-lhe minha admiração e, quando estávamos de férias em Copacabana, eu e minha família fomos recebidos por Leandro e Cristina, sua eterna companheira, numa tarde que se tornou um divisor de águas em minha vida.

Leandro e eu conversamos sobre poesia, a crise do marxismo, um pouco da política brasileira, livros, coisas do mundo que tornam tudo mais leve e valioso. De presente, ganhei uma caricatura do meu filho João Gabriel, que estava lá conosco. Leandro achou que o desenho representava uma criança mais velha; então, escreveu que se tratava de João aos oito anos. À época, meu filho mal havia completado dois anos de idade. Interessante é observar que Leandro viveu até que João comemorasse seus oito anos, uma semana atrás...


A inteligência, a personalidade afável, os rica e fartamente revelados episódios de amor ao mundo, tudo isso, sem dúvida, tornam Leandro um homem inesquecível e marcante para o país e a história das ideias. Seu caráter imprescindível, contudo – para falar com Brecht, dramaturgo biografado por Konder -, está na coerência, nos traços de militância e caráter que o fizeram atravessar a existência lutando sempre do mesmo lado, alimentando a autocrítica, não capitulando, não se entregando às durezas da crise ou às seduções da moda. Nesse sentido, Leandro é joia rara e vistosa, que precisa ser preservada e amplamente divulgada, admirada, cortejada.

Aqui em casa, no meu pequeno escritório, mantenho na parede a caricatura do João desenhada por Leandro e duas fotos que tiramos lado a lado em nosso encontro no Rio. Esses quadros me protegem, me inspiram, me recordam a toda hora quem sou, de onde venho, aonde quero chegar, de que jeito, com quais valores no coração e com quais bandeiras erguidas.


Vou seguir sonhando um dia ser um comuníada como Leandro, que, em reuniões mensais no casarão de Zelito Viana, no Cosme Velho, escrevia poemas aos amigos de longa data e velhas batalhas, todos meio comunistas, meio lusíadas de Camões. Acho que esta é a melhor síntese de Leandro: paixão poética pela revolução, a qual se dá, antes, na alma e, depois, no mundo em que essas almas se encontram e lutam. Nessa luta, aliás, a alma de Leandro estará sempre presente.

Num dos últimos e-mails que trocamos, em 29 de março deste ano, escrevi que estava bastante cansado e desanimado, julgando que o marxismo poderia se tornar para mim uma sentença ao esquecimento, em vista de tanto conservadorismo em alucinante ascensão na sociedade brasileira. Com as palavras suaves e atraentes costumeiras, Leandro me respondeu: “A carroça do marxismo é pesada e as estradas, difíceis, mas não podemos desistir, Marco Antonio. É preciso fazer um esforço maior, pois somos poucos. Persista em sua caminhada, porque uma coisa é certa: você não está sozinho.”

Leandro me chamava de Marco Antonio, como minha avó, como as pessoas que ainda levam a sério essa coisa de nomes duplos, carinho e identidade pessoal, sem os falsos tratamentos por sobrenome. Se eu tinha alguma dúvida quanto às minhas ideias e defesas, esse e-mail as dirimiu para sempre. É incrível como um homem que carregou por vinte anos as dores e os limites impostos pelo Parkinson era capaz de ser tão amável e altruísta. Leandro, sem exageros, me ensinou o valor da vida, sua inesgotabilidade diante dos maiores e mais difíceis desafios.

Hoje, uma quinta-feira em que o sol não brilha diante dos meus olhos de modo algum, sinto-me órfão mais uma vez. Há cinco anos perdi meu pai. Ontem, meu herói. O que me faz seguir em frente, desafiando o futuro e sonhando mais e mais, é ter certeza de que os heróis nunca morrem.

10 novembro 2014

Falando com Deus II


Acostumado a me relacionar com o Senhor pelos caminhos do silêncio, desfaço-me sem intenção dos necessários momentos da gratidão aberta. Aprendi de forma incontornável que o bem se paga com o bem e o mal com mais bem ainda. É evidente que obtive essa valiosa lição observando a generosidade da sua criação e os exemplos que nos chegam por meio das santas atitudes de fé e coragem de sujeitos que não titubeiam na hora de honrar vida, verdade e liberdade. Em todas essas pessoas, criaturas suas, vejo um pouco do Senhor.

Este abençoado ano das graças de 2014, para sempre inesquecível, tem-me sido de revelações e descobertas maravilhosas. Antes mesmo de iniciar o mês de janeiro, durante as festas de ano, brinquei comigo e com as pessoas à volta repetindo várias vezes que a vida só começa aos quarenta. Era, portanto, para este ser o primeiro e mais incrível ano da minha história. Havia, sim, brincadeira e até um pouco de ironia nas minhas palavras – eu andava cansado e desanimado, propenso a desistir de tudo e vagar, errante, em busca de uma nova estrada, de nascença já desconhecida e incerta.

Foi então que o Senhor decidiu transformar um jogo de palavras, um debique meio desesperado, na mais irradiante realidade, revalidando meus passos, reconhecendo minhas lutas, acarinhando meu coração.

Refletindo em retrospectiva, penso que a insistência em manter vivo no peito o meu viés poético tornou-me merecedor do seu olhar afetuoso. Lembro diariamente um velho adágio popular: “Deus é amor, sim, mas, acima de tudo, ele é justiça”. Creio piamente nesse indiscutível axioma dos povos. Foi por isso que resolvi atribuir a bem-aventurança a três dimensões complementares e integradas da poesia em minha vida: a da crítica inabalável aos “donos do mundo”, em favor dos subalternos; a do equilíbrio radical de minhas tomadas de decisão; a do sentimento de ternura incessantemente ampliado pela beleza da vida e pela capacidade revolucionária do amor.

Mesmo sob a fúria do capital e das barbáries por ele diariamente levadas a cabo, nunca jamais me dobrei. Não mudei de lado, não fui condescendente em momento algum, não me vendi. O Senhor é testemunha das lágrimas, das retiradas de cena para chorar, dos retornos cíclicos aos desertos de batalha. Como outro grande filho seu, o bom baiano Carlos, eu nunca tive tempo para ter medo. O Senhor, contudo, me amparou toda vez que cortei na própria carne para não perder a coerência e os princípios que me movem. Ao mesmo tempo, sabedor da teimosia que reina neste meu coração incuravelmente rebelde, ofertou-me sombra e alternativa de sobrevivência à minha família. Pelo tanto que me vi atravessar quase incólume pelos campos de conflito da vida, flagrei-me convencido a acreditar no Senhor de modo irresoluto, confiante em que eu estava a fazer a coisa certa. Essencialmente por isso, mantive-me em pé, apesar dos tantos golpes duros e baixos.

O Senhor nunca me negou a doce acolhida. Seja como for, eu encontro um cantinho para, taciturno, descobrir as melhores palavras a usar. Não obstante a radicalidade das opiniões que expresso – de acordo com aquele clássico sentido de ir às raízes das questões -, preocupa-me preservar o equilíbrio, não afugentar a nobre diferença daqueles que pensam de outro modo, mas, no desentendimento básico da convivência política, desejam encontrar também as saídas mais pertinentes. O Senhor, criador do claro dos dias e do escuro das noites (e plenamente consciente das múltiplas combinações de luz e treva nos labirintos da alma humana), ensinou-me o poder da serenidade, da sensatez, daquilo que o saudoso Hélio Pellegrino chamou de “lucidez embriagada”. Essa condição aberta e a um só tempo repleta de convicções me agraciou com sua onda suave de paz nas profundezas do espírito, Senhor.

É no amor, entretanto, que está tudo que retirei de vibrante e eterno das suas lições nesta vida. Não me refiro ao amor retórico, daqueles que dizem pensar nos outros e agir em proveito de si mesmos. Também não falo do amor exclusivista de indivíduos que instrumentalizam as pessoas para realizá-las como coisas e em favor de temas mesquinhos, efêmeros, falsa e ilusoriamente prazerosos. Não, nada disso. Eu reporto ao amor que me esforço por experimentar na letra do dito e do escrito, na ação que executo ao me dirigir ao mundo pela defesa intransigente da felicidade, do encontro solidário, do prolongamento da saúde do planeta. Entre qualquer coisa e qualquer ser humano, o amor se expande e se torna invencível quando opta pela segunda e única possibilidade. Tudo que nos desumaniza, provou-me o Senhor, não é nem jamais será amor. 

Por amor, decidi levar uma vida modesta e em quase todos os aspectos bastante frugal. Em vez do êxtase e da ansiedade diante das seduções intermináveis do mundo convertido em mercado, fiz-me humano num terreno áspero a sentimentos e avesso a grandes valores. Contudo, assumi o compromisso de defender e cultivar esse idealista estilo de vida. Não me arrependo. Graças a isso, eu creio, fui digno da mais elevada demonstração de amor do Senhor.

De fato, 2014 já é o início de tudo para mim. Recomecei aos quarenta para atingir a eternidade. Sabe, Senhor, acho que agora entendo o significado de viver para sempre, da importância da obra que nos conduza à lembrança de todas as gerações. A você, Senhor, entreguei meu coração para permanecer entre aqueles que elevaram sua promessa de paz e fraternidade – e desde já torno pública minha gratidão por 2014, o ano em que tive a prova da sua generosidade e da força da sentença poética que diz: “Quem tem um sonho não dança.”

Muitíssimo obrigado, Senhor!