26 maio 2015

Quatro letras


A atriz espanhola Penélope Cruz, a encarnação do que há de melhor nas "quatro letras"

É preciso 
que seja sempre 
mágico.
Não há como ser
só por ser.
Senão, não é,
não se faz,
a ninguém realiza.

Talvez um dia
eu faça outra vez.
Ao fazê-lo,
poderei,
enfim,
reviver um pouco
do melhor
que já pude sentir.

Certo é que
tem mesmo de ser
forte, 
instintivo,
implacável,
um arrebate
do corpo, 
um incêndio
n’alma.

O problema é que
meu tempo
parece ter findado,
minhas oportunidades,
todas perdidas.

Ainda assim,
irmão que é
da esperança,
ele só morre
quando o olhar 
sobre a beleza
perde graça,
gracejo.

Até lá, 
a memória
mantém vivo 
o desejo
de sonhar.