30 setembro 2015

Algumas palavras para setembro


Percebi ontem à noite que não havia publicado nada no blog neste mês de setembro. Se essa imperdoável distração tivesse se consumado, seria a primeira vez em anos que um mês passaria literalmente em branco aqui no Espaço.

Quando criei o blog, em 2005, a ideia era atualizá-lo semanalmente, com um conto, uma crônica, uma poesia ou uma análise à esquerda do mundo. Nunca tive o intuito de escrever diariamente no Espaço, até porque o blog não trabalha assuntos quentes nem apresenta sinais de apelo comercial. Muito mais do que um diário eletrônico, este blog é um lugar para discutir ideias e valorizar personagens da história, apontando temas que exigem algum olhar afeito a complexidades. Para isso, contudo, tempo é ingrediente indispensável.

Mergulhado nos afazeres cotidianos e tomado pelas exigências acadêmicas, sinto-me premido pelo pouco tempo e acabo me indispondo ante o compromisso de escrever mais por aqui. Confesso que me dedicar mais ao blog é um plano antigo e bastante desejado. Apesar das dificuldades inerentes à velocidade cruel da vida contemporânea, não vou desistir desse plano. Neste último terço de 2015 escreverei mais; transformarei meus manuscritos e rascunhos em texto para todos – inclusive para mim mesmo.

Com essa autocrítica – impiedosa demais? –, deixo algumas sentenças para setembro, palavras parceiras da primavera, das chuvas que se seguem aos dias de sol abrasador e da Lua que, por vezes, nos lembra poeticamente do vermelho - a cor dos corações revolucionários.