30 novembro 2015

O diário mais antigo da motocicleta


Confesso que me entristece não poder me dedicar com mais entusiasmo a este blog. Quando o criei, em 2005, a ideia era escrever diariamente e transformá-lo numa ferramenta de comunicação direta com a realidade. "Aconteceu? Vai pro blog!" - eu sonhava.

Mais de dez anos se passaram, muita coisa foi publicada aqui. Muita mesmo. Meus poemas, minhas crônicas, alguns de meus artigos científicos, pequenas biografias, impressões sobre livros, filmes e discos. De várias maneiras, criei de fato um espaço de cultura socialista.

Neste longo 2015, fiz muito pouco pelo blog. Rabisquei e esbocei textos em excesso, mas converti pouquíssimos em material para compartilhar. Não vou prometer, mas vou tentar de verdade ser menos relapso em 2016.

Bom, eu não poderia deixar novembro passar em brancas nuvens. Então, publico hoje uma imagem que me acompanhou na tela do computador, do notebook e do celular durante todo o mês. A singeleza do desenho conta muito sobre sua beleza e sua complexidade. Gramsci, à altura de sua majestade, nunca se importou em aceitar a carona de Marx. O velho barbudo, pelos caminhos de sua generosidade, sempre se abriu à vitalidade da interpretação gramsciana dos seus escritos, No fim, ganhamos nós, os marxistas impenitentes deste século XXI, tão atribulado quanto carente de utopias e lutas.