24 janeiro 2017


Sinto todas as dores
e prazeres sozinho.

Se preciso chorar e
me desfazer,
faço-o só,
em retiro,
perdido em mim.

Se preciso gritar,
sentir,
me virar ao avesso,
pratico tudo
comigo mesmo,
num movimento
da alma para o corpo
e, depois,
do corpo para o vazio.

Sou só na alegria
e na tristeza,
na saúde e
na doença,
até que a morte
devolva a vida
que tive um dia.